A íntima relação entre minha casa, minha mente e minha vida.

Parece até mentira falar isso, mas eu sempre tive prazer em limpar a minha casa. Evidentemente, teve/tem muitos e muitos dias onde fiz/faço apenas o extremamente necessário para que a casa ficasse habitável.
Bom, o fato é que limpar minha casa me dá prazer. Sinto me bem sabendo que estou cuidando (com as próprias mãos) das minhas coisas, proporcionando mais saúde e prazer em habitar minha casa.
Não é necessário dizer o trabalho que dá tirar o pó, varrer, passar pano, etc, mesmo colocando uma música alto astral. Salvo algumas pessoas que parecem se divertir com uma vassoura na mão. :)

Por isso eu sempre pensei/penso na forma mais eficiente de fazer isso.
Uma das primeiras conclusões que cheguei foi que a casa mais limpa é a que menos se suja e não a que mais se limpa. Criar hábitos como limpar bem a sola do sapato ao entrar em casa ou limpar o calçado antes de colocá-lo na sapateira são iniciativas que ajudam a manter a casa limpa.
Algo que eu quase sempre costumava fazer é limpar apenas uma parte, como por exemplo a cozinha ou a sala. Geralmente a parte mais suja, pois é o que mais me incomodava no momento.
Eis que o fenômeno acontece!
Após pisar no lugar sujo ou não limpo e voltar a transitar pelo lugar limpo, em questão de horas o trabalho de meia hora estava na lata do lixo e toda a casa volta a estar suja.
Cansei de fazer isso e constatar estatelado no sofá esse fato. O negócio é que muitas vezes a energia está tão baixa que acabo não pensando naquilo e indo fazer outra coisa mais fácil.
Resumo da ópera:
Quer limpar sua casa? Limpe toda! Sem deixar cantinhos sujos ou cômodos com as portas fechadas para fingir que eles não existem. Essa é a única maneira SUSTENTÁVEL de fazer isso.
Se não for dessa forma, a sujeira virá do lugar mais sujo em questão de minutos, como por osmose.
Após essa constatação fiquei a pensar na vida como um todo.
Quantas vezes pensamos em limpar um cômodo e deixamos outro tão sujo a ponto de “sujar” tudo?
Fiquei a pensar o que aconteceu na minha vida amorosa quando a financeira ou profissional não estava bem e vice-versa.
Quantas vezes fiquei doente por estar passando por um mal momento emocional, profissional ou financeiro.
Evidentemente, tirei minhas conclusões e algumas correlações em relação aos “cômodos”.
Penso que não existe alguém capaz de ser bom em algum aspecto e ruim em outros.
Vence no trabalho quem vence em casa, quem tem uma vida saudável em todos os sentidos. Já que, invariavelmente, antes de ter um quarto limpo, ele continuará sujando a sala, a cozinha, etc.
Por isso, quando um cômodo for identificado como sujo, é interessante chamar ajuda, por mais forte que alguém seja.
Haverá um momento de análise e energia gasto para restabelecer a saúde financeira, mental, corporal, etc. Por isso as pessoas mais próximas precisam saber desse momento e ajudar, mesmo que seja não cobrando atenção (o mínimo que se pode esperar de quem está por perto).
Os problemas costumam ser pequenos quando temos uma boa estrutura (mental, emocional (amigos, parentes), financeira, etc).

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